quarta-feira, 21 de outubro de 2009

'É tudo tão bonito que me dói e me pesa.'


"- A alegria que me dá / Isso vai sem eu dizer."
"- É só o amor que conhece o que é verdade."
"- Quero ternura em nossas vidas."

Músicas que pintaram minha manhã voltando pra casa. Isso senhores, dentro do buzú, entra um senhor moreno com um óculos espelhado e um violão no braço. Sentou-se e começou a cantar essas músicas lindas. Bom, para entender tudo isso, preciso explicar. Sabem que não sou muito boa em explicações. Ontem, 20/10, uma grande amiga chegou aqui. Saimos, tiramos fotos, apresentei os meus cantinhos mágicos. Sim senhores, uma grande amiga. Sabe aquela pessoa que não existe palavras pra falar assim... que falta ar... que os olhos brilham só em pensar? pois bem. É uma verdade tão nossa. É uma cumplicidade. Muito respeito. Da mesma forma que as nossas mãos estão encaixadas na foto, nossa vida também está. Puro e belo. Parece sonho, disse isso pra ela ontem. Sabe aqueles sonhos bons que nos deixa saudade? Aqueles que não desejamos acordar, mesmo que ainda dormindo, nunca mais? Pois bem senhores. Estou vivendo uma vida em 4 dias. A minha vida de sempre. num sonho real. Felicidade é apelido pro que estou sentindo. Agora que entra esse senhor do ônibus. Fui leva-la pra encontrar com o pessoal da faculdade dela aqui e na volta, essas músicas viraram um quadro em minha mente. Obrigada meu bom senhor.

"-porque a gente sabe, que a gente sabe demais, sobre nós dois " [CFA]

"- Belo é o Recife pegando fogo, na pisada do maracatú."

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Maior Presente .

- melhor presente que alguém poderia me dar. Tudo quando é feito com amor é mais gostoso. Cada vez mais fico confusa. Não é daquelas confusões grandes. São aquelas de que não importa se somos tão iguais ou se somos diferentes. Se pensamos ou não parecidos. Não importa se sou artista, se amo a noite. Importa mesmo a verdade. Estou completa dessa forma, hoje.Mesmo que as conversas vem e vão, a verdade sempre prevalece. Acho tão bonito a sinceridade, ainda mais a nossa. Estou me perdendo nesse escrito, assim como em vários outros. Sou assim mesmo. É que... olhando pra esse desenho, lembro de como foi esboçado... o lápis na mão, o olhar para o retrato, a sensibilidade de cada traço. Não consigo parar de olhar essa obra prima. Me emociono cada vez mais, quanto mais olho...
Foi feita pra mim. Isso não tem valor. Não tem.
Desculpe-me senhores, não consigo escrever mais. Só observar e sentir. Tudo além de tudo! Mais além ainda do que o além possa existir. É a Arte de emocionar. É a Arte senhores.
Agora uma lágrima cai em minha face do lado esquerdo. Fico com ela e com o meu maior presente e toda essa arte de viver.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

"- Em nós, espalham-se os laços, desfazem-se os nós."


Ontem gritei teu nome. Gritei como se você fosse ouvir. Sabe aqueles gritos que saem da alma num momento extremo de prazer humano na mente? Aquele prazer de quando as vozes se encaixam numa bela harmonia, da mesma forma que os corpos se encaixam na liberdade da escuridão. Gritei teu nome. Gritei de verdade. Foi daqueles gritos que ninguém consegue ouvir, só eu e talvez você. Muito talvez mesmo. Não foi João nem Maria. Foi aquele nome nosso. Daqueles que nós sabemos a importância que é ter o que é nosso. Não estou lamentando, estou apenas dizendo que lembro, que lembrei. Lembrar é um estremo momento de lucidez na memória. Não, não bebi. Não hoje, nem ontem. Faz isso. Continua botando tua mão no meu peito esquentando meu coração. Ta guardado. Quente. Bem cuidado. Dos nós, fazemos os laços. Esses, nossos, laços. Ontem foi um daqueles dias que, a vontade de te ver chega ao extremo, ultrapassa qualquer linha de mar.Daqueles que não existe onda. É, o tempo brincando com dançar da areia. Eu com meus ensaios, você com seu trabalho. Essa distância que nos prende ainda mais. Gritei ontem e hoje, te espero. Isso é o que me basta de verdade. Você!

ps: essa foto eu tirei ontem, depois do ensaio.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009



Caio Fernando Abreu & Cazuza

domingo, 16 de agosto de 2009

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

"Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem".

Entre perguntas e respostas descobrimos que não somos tão diferentes do que sempre sabemos. Senhores, não estou falando de um filme que sempre passa nas redes de televisão, estou falando do que é de verdade. Horas confundem, horas fortalecem os laços... isso senhores, elas... as perguntas simples. Me pego eufórica agora, não consigo dormir. “ Lembra que o sono é sagrado”... sempre lembro. É que as vezes, na nossa vida, o que parecia ser nunca foi e, no momento tudo parece ser. Não estou conseguindo ser clara. Nem sempre consigo. Pra falar a verdade nem quero. O gostoso é o que fica na caixinha da memória. Gosto de levá-los comigo no pensamento. Prendendo-os pela leitura, já que essa é a única forma de termos a vida junta em algum ponto. Já foram tantos pontos.... Todos nós erramos, não é mesmo? Nunca soube lidar bem com as conversas. Quando diz respeito a mim que sou eu e a outra parte que somos nós, nem só eu ...como nós não sabemos. Não sabíamos conversar numa boa. nós , sempre com guarda levantada, como se fosse um início de briga. Talvez medo.Nunca soubemos como seguir uma linha azul. As pessoas crescem senhores. Crescem. " -É de se entregar a sorte." Assim como a distância separa a vontade de um abraço forte, de olhar nos olhos... Tanta coisa senhores. Tanta coisa. Cada vez sinto que, olhando em meus olhos no espelho, olho nos olhos do tempo, da distância. Sinto também o nó em nós. Tão iguais e tão diferentes. Fortes. Grande Pequena; Pequena Grande. Sem ordens, sem jeitos, sem nada. Tudo é tempo, é distância, é saudade, é cheiro, é música, lembrança. Nada como, depois de tanto tempo, uma conversa de verdade. É tudo muito nosso senhores. Meu, seu, nosso. Não sabemos de nós porém, sabemos. Nós, amizade.

"Venha quando quiser, ligue, chame, escreva - tem espaço na casa e no coração, só não se perca de mim" [Caio Fernando Abreu.]