Meus passos seguem as gotas da chuva. Vou de encontro a elas,às vezes, subindo essas ladeiras estreitas que a vida me carrega.O vento sopra frio. Meus cabelos dançam, meus braços esquentados pelo calor de dentro, sigo sem medo.Não tem nada a ser explicado. Vou cambaleando, pulando nas poças, rodando o mundo inteiro várias vezes por segundos. Me surpreendo de como tudo me invade. Uma ponta ta aqui guardadinha, a outra também. Vejo meu dia raiar pela janela que pisca de cor laranja. Antes, no nosso antes, eu não percebia nem sentia como esse antes de agora. Os números se misturam, sou 8, 7; sou 7,8. As músicas e na nossa vida, na parte que é minha e na nossa parte que vive em mim. De Outubro até Agosto... são tantos gostos. Boto a água no fogo, você côa o café. O tempo passa e nada passa. Brincadeiras sérias que são guardadas nesse cantinho que esquenta cada vez mais, independente de distância-tempo. Quando pergunto, às vezes, me pego respondendo. É uma sintonia tão grande... tão singular nesse plural.Sá! Sapeca. Tudo dentro. Somos uma só de mim, de você. “Meu colega falou comigo: -gata, você gosta de carlton ? – Não muito, gato. Minha preferência é LA. – óia, muderna! – respondi com o meu sorriso.” E assim as horas passam, o dia quase amanhece, e eu... Eu vou rodar o mundo inteiro de novo, pelo menos umas 87678 vezes, antes de dormir.Sinto borboletas. Me basta.
Tempo.


