quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Menos de 24hs para 26.


Amanhã é meu aniversário. Sinto uma mistura de sentimentos, pois por se tratar de mim, não existe outra maneira de ser. Gratidão e Saudade. Essas duas coisas misturadas com tantas outras que não sei se consigo expressar. 
Amanhã é 8 de agosto. Meu aniversário e aniversário da minha terra natal. Anos de descobertas, alegrias, carinhos, amizade e decepções. Graças a Olorum, Deus, Buda, Shiva e toda energia cósmica, minhas alegrias são maiores do que minhas decepções. Tempo que me ensinou a separar o que de bom há nas pessoas e que me fez afastar muitas delas do meu convívio e da minha casa. Sou mulher, filha de santo, nascida no interior da Bahia, brasileira, faço parte da melhor família do mundo (de sangue e de santo) e a música é a minha melhor amiga desde que estava na barriga de minha mãe.
Gratidão aos que me fizeram –e fazem- bem. Gratidão aos que me fizeram mal, pois assim aprendi o significado da prática do ignorar e entregar a quem é de se entregar. “Eu não ando só” e nunca andei.
Saudade dos que não estão mais entre a gente, em corpo, mas estarão sempre em amor. Minha eterna gratidão.
Gratidão aos Orixás, todos!!! Meu pai Xangô, gratidão por me ensinar e cuidar de mim com muito amor, paciência e sabedoria, me dando força pra seguir em frente, acompanhada pelos melhores. Dona Nanã, por todo amor e carinho. Aos Orixás, Saravá!
Gratidão a minha família e todos que considero ser dela. O tempo me fez aprender que família é também quem a gente escolhe. Meu amor, meus amigos e conhecidos. Todos!
Hoje, ainda canto: “Tenho 25 anos de sonho, de sangue e de América do Sul”.
Dia 8, amanhã, é o meu aniversário e já serão 26.
Continuarei cantando.
Vida = Música.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Do meu amor.



A lã na minha vida protege e cuida do meu coração da forma mais pura, verdadeira e sensível. Ela me esquenta no frio e mantém a temperatura certa e ideal pra toda felicidade no calor, me povoando o tempo todo de todo o tempo.
Não existem palavras pra tanto. Existem tantos sentimentos que vão além de palavras.
A música toca e eu danço. Danço, canto e me transporto pro lugar mais quente e tranqüilo em mim.  A lã me envolve nos ritmos que se misturam dando o gingado no tempo certo. Está tudo certo.
A poesia é trazida pelo vento e meus passos seguem bailando o fogo da minha eternidade.
Calma e pureza.
Água, cores e verdade.

Eu falo de amor. Do meu amor.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Agora tem farol.




O sol brilha lá fora e os fiéis soltam fogos pra Santa Bárbara.
O tempo que passou por mim ainda segue passando. Organizando o presente e arrumando o futuro. É que a gente sempre sabe quando uma coisa, dentre tantas coisas certas, está errada. Tudo vira errado. Errado que o tempo depois organiza de maneira correta.
Aprende que nada é como a gente quer, ou melhor: como a gente achava que queria.
Não existe poeira e a linha é reta. 
As ruas não são iguais e é nesse chão de agora que meus pés deslizam com amor . Amor, respeito e fé.
O sol brilha lá fora e os fiéis de vermelho e branco.
Na vida só existe o andar pra frente e esse chão de agora é o melhor de todos que já passei. Nesse eu fico com todo calor do sol, luz da lua e brilho das estrelas.
Viver é exatamente isso: uma mistura de coisas erradas e certas que no final, o certo sempre é certo e o errado não sabe andar.
Apaixonar todos os dias de maneira diferente é o deslizar mil vezes nesse mesmo chão. 
Agora, mais uma surpresa do meu amuleto de sorte.
Oyá por nós. Epahey.

Kawô Kabiecilê, meu dono.

(Foto:Diney Araujo)

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Carinho e cheiro.



Me deitei em teus braços por menos de 2 horas e seu cheiro ficou em mim, na minha -nossa- cama e agora não consigo sentir outro cheiro que não seja o seu.  Confesso que outros cheiros não me interessam também. Sabe quando a vontade fala mais alto? Pois é.  Vontade de continuar deitada nos teus braços. É um lugar tão secreto e seguro. É a verdade que faz esse lugar ser assim, tão aconchegante e completo.
De repente me deu vontade de escrever essas coisas que sinto e percebo crescer cada dia mais.  Eu sei que sempre fui uma explosão de sentimentos e agora não seria diferente.  Não falo de ninguém, só de mim. Mas o brilho daquele olhar... Aquele sorriso... Basta fechar os olhos e sentir tudo de novo. Tudo de novo o tempo todo.
Eu gosto de como nossas mãos se encontram. De como nossos corpos se dão, nossos olhos, gestos, jeitos. Eu gosto e quero. O tempo parece parar e eu deixo. O mundo pode cair do lado de fora, mas em minha, nossa,cama... se você está comigo, tudo faz sentido e nada mais importa. Nada mais.

sábado, 25 de agosto de 2012

Uma foto bonita e um texto simples.



Morena clara, sorriso branco e olhos brilhantes. 
Cachos e  flor.
 Mãos delicadas de quem cuida, e cuida. 
Carinho que completa todo espaço de um tempo.
 A mente viaja com cada toque. 
As bocas se encontravam e eu queria mais.
Sempre mais.
Falo de saudade.
 Saudade que ninguém sabe.
Ninguém sabe de nada.
A gente é quem sabe. E tudo isso nos basta.
Mas aquele sorriso que me fez sentir tudo perto. Sorriso que me trouxe sentimento e me deixou presa no espaço, na lua. Nossa lua.
A música toca e eu volto tudo. Eu sinto. Sinto tudo como é de se sentir. Gosto e guardo.
Silêncio e lembrança.
Um beijo no canto do sorriso de Boa Noite.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

'E a minha voz na dela e a tarde dói de tão igual...'


Carinho é aquele gesto guiado pelo sentimento que vem de dentro pra fora, tocando de fora pra dentro a outra pessoa. Sorrisos, olhares, palavras, canto e cheiro – tudo aquilo que alcança a nossa alma, nos deixando plenos. Aprendi tudo isso quando era criança. Eu sei a importância do encontro das mãos e todos os gestos seguidos no depois de cada completude de um encontro. A emoção invade e eu fico grande. Meus olhos molham, meus lábios não se fecham e meu coração palpita feito um atabaque em uma maravilhosa noite de Xirê. Me sinto povoada, cheia de fogos de artifício de dentro pra fora. Não consigo decifrar ao certo, bem, como isso acontece. Acontece e não existe palavra. Sou filha de Rei. Sou filha do fogo. Sou a parte de mim e a outra parte também. Sou. No carinho, somos. Maria segue com sua voz, tocando nas partes mais puras e profundas dentro em mim. Eu canto. Ela me canta. Eu me apaixono. Ela não sabe.
Lembro da voz dela falando: “Linda. Menina linda. Você é linda.”  Nesse momento pensei: se ela soubesse o tanto que a gente se conhece... dos bons vinhos e whiskys juntas, de quantas vezes me ergueu e me deu coragem... se ela soubesse... Tanta coisa, tanta coisa.
Fico imaginando um reencontro. Eu não quero fotos, nem pegar no cabelo dela, nem nada que muita gente quer. Acho importante saber o quanto a gente mexe dentro do outro. Eu só vou querer o bom e velho abraço de sempre. O sorriso, as piadas e o olhar. Um dia ela vai saber de tudo. Das partes que tornam um completo. Eu sei quem é Maria: raio, rio, rainha, voz, interpretação, mulher e menina. Maria é carinho. Maria é Bethânia.
Com carinho e gratidão, a Maria Bethânia, de Amannda Mattos.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Um beijo, menina da lua.

                                                                                                                    
                                                                                                                            12 de Agosto de 2012

Oi, faz tanto tempo que não te escrevo. Me pego lembrando e me perdendo nas promessas feitas. Esquecidas, pressuponho. Sabe, andei queimando algumas cartas. Ta, todas. Confesso. Mas foi bom que tudo virou fogo e depois cinza e o vento carregou com ele. Já tenho 24 anos. Passei um tempo muito bom, sabe... confusa como sempre e sem esbórnias. Aí vem o depois. Andei me encantando mais uma vez, e como sempre... chorando. É tão estranho falar isso assim, principalmente pra você. Continuo escrevendo e não sei se pelo menos essa carta será entregue. As outras já foram entregues as chamas do tempo. Engraçado que tudo comigo tem que ter um fogo, né? Nem que seja um palito de fósforo riscado.  Me peguei ouvindo “A idade do céu” e toda a cena volta. Confesso que eu n ouvia por mim, era meio que “obrigada” ouvir e eu nem ligava. É sempre bom relembrar o nó que as mãos fazem quando se encontram.
Continuo me apaixonando por mãos. Por elas eu também andei chorando. Não venha pensar que eu sou chorona, você sabe da parte de você que sou eu, como eu sou de verdade. A gente sempre sabe da gente. Tem muita coisa de mim que você não conhece mais e eu de você. Mas tem aquela parte que é sempre igual, em mim e em você. Aquele espelho guardado no baú de dentro com o mesmo reflexo de sempre. Tem horas que eu acho que não falta nada. Tem horas que falta tudo. Estou mais velha. Mais velha e apaixonada. Dona Canô me ensinou que a vida é agora. E tem sido assim. Vivo, choro um pouco e continuo vivendo. Depois de tudo, virei pedra e tornei a virar carne. Culpa minha. Só minha. Estranho falar assim, dessa forma com você. Sabe, nunca precisamos muito de palavras, pois já sabemos o que pensamos. Confesso que no início tive medo, depois me senti protegida e feliz pela nossa ligação. Sinto falta da nossa sinceridade. Do começo. É isso. Falta do começo e só. Mais nada.
Tenho vontade de terminar essa carta logo, mas tem tanta coisa pra ser dito ainda... não sei continuar. Faz assim, Olha nos meus olhos. A gente sempre se encontra no lugar certo dentro de nós, de mim que é você e de você que sou eu. A gente é quem sabe. Me olha. Te canto.
'Eu sei que é complicado amar tão devagarinho
E eu também tenho tanto medo.'

Com o carinho de sempre, Amannda Santos.