terça-feira, 10 de março de 2009

nada muda. mudo muda o nada. " chão é céu..."


Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira

Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também

E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora
É se respeitar na sua força e fé
E se olhar bem fundo até o dedão do pé

Eu apenas queira que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte de novas feridas
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida

Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira

Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também


" Eu Apenas Queria que Você Soubesse - Gonzaguinha "



- a música fala por mim!

domingo, 8 de março de 2009

terça-feira, 3 de março de 2009

A fumaça. vou vivendo e desaparencendo nela...



Maravida
Gonzaguinha

Composição: Gonzaguinha

Era uma vez eu no meio da vida
Essa vida assim, tanto mar, tanto mar
Coisa de doce e de sal
Essa vida assim, tanto mar, tanto mar
Sempre o mar, cores indo
Do verde mais verde ao anil mais anil
Cores do sol e da chuva
Do sol e do vento, do sol e o luar
Era o tempo na rua e eu nua
Usando e abusando do verbo provar
Um beija-flor, flor em flor, bar em bar
Bem ou mal margulhar
Sempre menina franzina, traquina
De tudo querendo, provar e provar
Sempre garota, marota, tão louca
A boca de tudo querendo levar
Vida, vida, vida
Que seja do jeito que for
Mar, amar, amor
Se a dor quer o mar dessa dor, ah!
Quero no meu peito repleto
De tudo que possa abraçar
Quero a sede e a fome eternas
De amar, e amar e amar...
Vida, vida, vida.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

"E quanto rastro de incompreensão eu já deixei..."




Depois de lambuzar da fruta, que era o casulo, a borboleta se estampa na alma. Não adianta explicar o que não se explica. O não explicar... não quer dizer q há um vazio. Em mim, há um completo de alguém... Pra que tanta pressão? Assim...vou...voo,fui! De que adianta falar de passado, presente ou futuro... se tudo é embolado mesmo. O que em mim há.. deixa estar... São muitas músicas. Muitos toques... viro cinza de incenso no ar... assim, desmanchada no vento. Nó engasgado,do disfarce do choro. Mesma maçã,diferente sabor. Eu quero o que deu e ficou, não passa...não passa! Eu quero o mesmo sabor. [ai... aquele sabor. aquele cheiro. doce. leve.... Quando canto, meu gogó sai ... vai pra lua, pro ouvido das pessoas. Danço no ritmo ensinado... caiu boêmia de cabeça. O meu sentir de abandono, passa. A chama cresce mais. As ruas grandes...sem cheiros de bexigas cheias de água ou gelatina... sigo o caminhar das flores. Bem mais que perto, sinto o céu aberto. Quando some, sumo. Pouco importa pra qualquer pessoa, os meus porquês. Se meus olhos procuram no horizonte próximo,o mel ímpar... é por que é! Nunca consegui mudar isso. Nem querendo mudar. E querem saber? Não quero mudar mais! É o mel q me faz doce. Sinto perto. Derrama nas minhas veias. Umedece meu coração. Amacia minha carne. Ilumina minha alma. Coisa... de coisa... coisa. Me acalma. "Me cura de uma loucura qualquer..." Não sei. Quero tudo e não quero nada. Quero de verdade, é acabar com esse fantasma!




O Último Pôr-do-sol

Lenine

Composição: Lenine

A onda ainda quebra na praia,
Espumas se misturam com o vento.
No dia em que ocê foi embora,
Eu fiquei sentindo saudades do que não foi
Lembrando até do que eu não vivi
pensando nós dois.

Eu lembro a concha em seu ouvido,
Trazendo o barulho do mar na areia.
No dia em que ocê foi embora,
Eu fiquei sozinho olhando o sol morrer
Por entre as ruínas de santa cruz lembrando nós dois

Os edifícios abandonados,
As estradas sem ninguém,
Óleo queimado, as vigas na areia,
A lua nascendo por entre os fios dos teus cabelos,
Por entre os dedos da minha mão passaram certezas e dúvidas

Pois no dia em que ocê foi embora,
Eu fiquei sozinho no mundo, sem ter ninguém,
O último homem no dia em que o sol morreu.


[hoje eu sei que fui embora querendo ficar. foi melhor,foi melhor!]


- Hoje, o Menino volta a me visitar.




domingo, 8 de fevereiro de 2009

Sinto o concreto. Observo o abstrato.Cai a lágrima de saudade.Tudo se mistura. A vida é uma mistura. Passado, presente e futuro.O q é eterno..o tempo!


Começaria Tudo Outra Vez


Composição: Gonzaguinha

Começaria tudo outra vez
Se preciso fosse, meu amor
A chama em meu peito
Ainda queima, saiba!
Nada foi em vão...

A cuba-libre dá coragem
Em minhas mãos
A dama de lilás
Me machucando o coração
Na sêde de sentir
Seu corpo inteiro
Coladinho ao meu...

E então eu cantaria
A noite inteira
Como já cantei, cantarei
As coisas todas que já tive
Tenho e sei, um dia terei...

A fé no que virá
E a alegria de poder
Olhar prá trás
E ver que voltaria com você
De novo, viver
Nesse imenso salão...

Ao som desse bolero
Vida, vamo nós
E não estamos sós
Veja meu bem
A orquestra nos espera
Por favor!
Mais uma vez, recomeçar...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009



Levanta a mão e alcança o mel. Se lambuza. Isso... faz isso. Talvez ajude na cura do corpo, da alma, ta no coração. No escuro, nos enxergamos.. é tão claro tudo. Na espera, aprendi a preencher os espaços. De noite, a solidão de abraçar o travesseiro, dá saudade. A lembrança do riso solto. “ jhoga-jhoga-jhoga.” Passei a entender mais depois de uma conversa casual. Incrível, é o avesso do meu signo. Veio a vontade de gritar o quanto quero tudo. O tanto que tudo existe em mim... de todas as formas, sem formas, sem espaço.. tudo por completo. A certeza de que tudo tem um fim, quando não é verdadeiro. Não existe um fim pra verdade. Tudo vira início mesmo. Não sei quando vai chegar o poder. Sou sob medida. Danço no gingando ensinado. Lá é aqui. Cá é lá. Quero o tempo breve! Pouco vai me importar saber ás horas, se é noite, as ruas... uma reta em linhas tortas... isso... pétala por pétala. Não tenho medo. Vem, Vai.. levanta a mão. Continua tudo do mesmo jeito. Não sei responder sobre isso. Nem quero. De um tudo fiz pra arrancar isso de mim. Não foi possível. Não existe um fim para a verdade! Olha a Lua... eterna madrinha Lua.

sábado, 24 de janeiro de 2009

eu sou a brisa.

A Onda.

Vai e vem. Vem e vai. Me engana... até gosto.
Gosto mesmo é de morder o favo de mel.
Tomar um açaí... colorir meus lábios feito criança.
Olho]brincando..., boca]sorrindo...
Doce de musgo pronto. Bolo de madrugada.
Sinto a música tocar mais leve...
Penso em desistir... apenas penso.
Isso existe!
As vezes me liberta, outras me prende...
Maré cheia, maré baixa.
Coisa de alma. Coisa de carne. Coisa de coisa.
Na ausência, me preparo para o salto. Pular de cabeça... entrar na presença.
Alcanço o remo. Eu nado.
Nado em um mundo que também faz parte do meu.
Eu? Espero...
Ta escuro. Vejo vaga-lumes.
O Sol Nasce.
Recomeço do ciclo das borboletas.
O barco no meio da chuva...
...poetas sós.

Brisa Noturna